11 julho, 2015

#LoveYourselfFirst: Se coloque em primeiro lugar, Sempre.


Como todos sabem, sou bem conhecida pela minha sinceridade e capacidade de resiliência em lidar com tudo mesmo com o mundo caindo. Todos sabem também que perdi minha avó em 23/12/2014 e isso não é desculpa para ser vítima. Poderia ser, afinal, eu perdi alguém que construiu tudo que eu sou, o que eu não sou e o que eu vier a ser. Isso no meio de uma depressão que me dava vontade 
de quebrar os ossos a cada vez que sinto a falta dela e isso é bem freqüente. 
Eu perdi 40 quilos em meio a muitos antidepressivos e falta de fome, em meio a crises e mais crises existenciais e ainda assim não escolhi ser vítima.
Ainda digo que minha capacidade que cognição está extremamente afetada e que ainda vou ficar perdida durante esse ano ou os seguintes tentando descobrir ou cair a ficha. Em meio a esse tempo ouvi histórias de pessoas que me fizeram acreditar que tudo que faço da minha vida é dar desculpas, porém, cada um tem uma forma diferente de lidar com tudo isso, e, se a minha forma de lidar é dar desculpas, que seja.
Em momento algum menosprezo a história de vida de ninguém ou julgo pois isso não é da minha competência, mas muitas pessoas das quais convivi esses últimos meses conhecem meu nome, não a minha história. 
Nunca foi um mar de rosas para mim lidar com a obesidade, mas já fui muito bem resolvida com ela, arrisco-me a dizer que muitos me amam pelo que sou e me odeiam pelo mesmo motivo. Tenho família sim para me ajudar a suportar e passar por tudo, mas não uso isso como conveniência, pois sempre aguentei meu próprio fardo sem emergi-lo nas costas de ninguém e sempre fui muito independente, mesmo que não tanto financeiramente, mas isso me incomoda e muito, não me deixa dar pulos de alegria.
Tenho tendência a decepcionar as pessoas, eles dizem, mas se tem algo que aprendi com a minha avó foi que você, sua saúde, sua família, seu amor próprio e seu senso de dignidade sempre vem antes de qualquer trabalho ou negócio dos sonhos.
Sou o tipo de pessoa que consigo funcionar sob pressão, críticas constantes e humilhação sim, mas não por muito tempo, pois tenho a mania de ter fé nas pessoas, de que elas vão se tornar mais amáveis e que o convívio será de fácil envolvimento.
Sou muito grata a todos que passaram na minha vida e mesmo que de forma estranha e conturbada tenham acrescentado algo. 
Mas eu também quebro a cara, pessoas muito duras, ou mal amadas, ou cheias de si tem a constante mania de inferiorizar as outras, seu trabalho, sua aparência e diminuir suas conquistas pessoais e profissionais a troco de se sentirem por um segundo melhores, ou o centro de sua própria bolha. 
Acabei descobrindo que não tem nada de errado comigo, que eu poderia fazer mais sim, mas sem o incentivo, liberdade e apoio certos, a minha motivação vai a zero todos os dias.
Tomei muitas decisões erradas pois preciso de meu período de luto para sentir enlutada e não decidir sobre qual negócio irá mudar ou não minha vida, se meu diploma de Bacharela em Direito vai "servir pra alguma coisa" um dia. Nesse momento, estou me tratando da minha bipolaridade, minha auto estima e minha vontade de seguir em frente. 
Perder peso é excelente, a indústria do bem estar é maravilhosa. Mas eu sou mais do que isso udo, sou um ser humano dotada de inteligência e racionalidade e sei quando uma coisa está querendo ser implantada e sei a hora de dizer não.
Minha debilidade devido ao tratamento não é desculpa, é motivo. A morte da minha avó nunca será desculpa, será motivo. 
E não dá pra se investir aquilo que não se tem sem deixar de perder ou arriscar o que tem.
Novamente reforço, não sou acomodada em questão de nada e de ninguém, ao contrário tem uma arte de mim que jamais será recuperada em questão de crescer rápido demais.
Sou muito amável com todos e quero que essa qualidade de acreditar nas pessoas jamais me falhe e que a cada dia que passe eu possa ser mais e mais compreensiva e voluntariosa e estender a minha mão com todo meu coração e generosidade, pois isso dinheiro, promessa ou o corpo dos sonhos vai roubar de mim, a minha essência.
Ouvi que os covardes fogem por ser mais conveniente a eles e isso foi dito diretamente a mim por alguém a quem estimo e tenho como exemplo de superação, mas tomo posse dos dizeres de Martin Luther King:
"A covardia coloca a questão: 'É seguro?'
O comodismo coloca a questão: 'É popular?'
A etiqueta coloca a questão: 'é elegante?'
Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?'
E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta."
Eu conheço muito da dor, da humilhação, das críticas, do fracasso e não, em momento algum preciso aguentar esse tipo de atitude. Não preciso de uma lavagem cerebral para implantar em minha mente que tudo pelo qual estou enfrentando são meras desculpas. 
Sou cética em muitas coisas graças ao meu diploma que ultimamente não tem mesmo muita funcionalidade, está meio engavetado e isso eu assumo a total culpa,
Mas já está na hora de desengavetar e assoprar a poeira.
Já era tempo de me libertar de vez das algemas e da corrente.

Liberte-se. 
Com amor, a extraordinária:

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