19 julho, 2016

#AquelaBadMarota: Bad pós sexo


Esses dias eu estava pensando nas bads da vida e conclui que tenho uma bad bem incomum: a bad pós sexo. Não sei se tão incomum quanto eu penso, mas eu nunca ouvi ninguém falar sobre.
Mas o que seria essa bad?  Basicamente aquela tristeza infundada e a sensação de vazio que chega logo após uma relação sexual. Durante o ato é tudo bem elaborado, os corpos correspondem, os opostos se atraem e se comunicam. 
Mas o problema chega depois de alguns minutos que eu despeço do meu parceiro de "crime". 
Aquela sensação de vazio toma conta do corpo e da mente e não importa o quanto tenha sido bom, eu sempre anseio por mais do que apenas algo carnal. Na verdade o que eu anseio é algo sentimental. Poder conectar as almas em apenas uma é não somente os corpos. 
Porque me permitir isso então? Sinceramente eu não sei o porque disto.  Não tem muita explicação. Talvez o mero capricho de se sentir desejada. Quem não gosta disso? E logo após bem aquela frase clássica de baixa auto estima: mas ele é homem, vai sentir atração por qualquer mulher.
Chega uma época da vida, especialmente se você for mais velha como eu (27 anos), em que necessita de algo um pouco menos superficial, algo em que você possa se apoiar e se segurar. Eu jamais pensei que em determinado momento da minha vida eu fosse querer me casar e não apenas usufruir da banalização em que o sexo se tornou.
Seria muita hipocrisia de minha parte falar que eu não transo por transar, eu tanto faço isso como sinto as duras penas do vazio que se sucede.
Mas seria o meu um caso clássico de buscar alguém no corpo de alguém? 
Não sei definir. Tudo que eu sei é que não sei o que estou buscando ou a quem estou buscando enquanto continuo nessa agridoce forma de infligir sofrimento ao meu corpo por meio do corpo alheio. Eu tenho medo de ficar só. Mesmo que isso signifique ter alguém dentro de mim por apenas alguns minutos, eu tenho medo da solidão. Das horas incessantes de silêncio gritante.
Onde tudo me faz chegar a conclusão que eu sou como um rio em que ninguém quer navegar. Podem até acampar por uns dias ao redor, mas todos olham de longe e ninguém entra. Ninguém quer saber o que há além da superfície, o que se esconde em minhas águas.
E quando o amanhã chega e o telefone começa a apitar, eu o pego na esperança de ser um navio, mas nunca passa de apenas uma balsa. 
E isso me remete a uma questão: mesmo estando sempre rodeada por balsas, eu estou ou não sozinha de fato?


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