17 janeiro, 2017

#Relato: Experiência de Quase Namoro


Em algum momento da sua vida, você deve ter ouvido alguém dizer que já passou por uma EQM -Experiencia de Quase Morte, que é basicamente quando uma pessoa, acometida de curto ou longo coma/trauma, tem uma amostra grátis do lado de lá e logo após volta a dura realidade terrestre.
Esse quadro aconteceu comigo, com a diferença que foi uma EQN- Experiência de Quase Namoro, não apenas uma, várias.
E você nesse exato momento deve estar se perguntando qual é a relevância disso perto da EQM e eu digo que é tão grave ou pior quanto e já explicarei o porque:
Quando você conhece alguém, automaticamente, você aposta suas fichas em um relacionamento. Seja por que a pessoa é uma agradável companhia, seja pelo companheirismo e, nos casos um pouco mais extremos, pelo sexo.
E você começa a alimentar alguns monstrinhos dentro de si: a paixão, a expectativa, a espera, e a perfeição. A perfeição é de longe o pior monstrinho que alimentamos, pois tentamos acoplar a tudo que fazemos dentro desse quase namoro.
Nos empenhamos ao máximo para que a pessoa nos veja impecável, afinal, queremos ser o diferencial na vida de alguém e não o ponto comum. Queremos mostrar a pessoa que valemos a pena, o tempo e o investimento de toda sentimentalidade que, de certo receberíamos de volta, caso virasse namoro.
Mas mesmo com todos os monstrinhos alimentados e a perfeição "mode on", às vezes isso sai bastante fora do roteiro simplesmente poque qualquer tipo de relacionamento é uma experiência que deve ser vivida bilateralmente, ou seja, ambos devem compartilhas dos mesmos interesses, das mesmas vontades, dos mesmos sentimentos e, não apenas um, ser o centro de tudo. Isso não é um contrato unilateral.
E nem sempre isso acontece, ao passo que por minha vez, eu, Sara, me mantinha sempre em alerta para deixar tudo incrivelmente organizado, tanto física quanto mentalmente, meus parceiros sempre vinham em uma enorme bagunça. Eu não estou reclamando, longe de mim, meu sonho é ser amada, além do que eu sou, pela mudança de vida que eu possa fazer.
Então, pensando bem, acho que o erro nesse caso é meu também, sempre deixo de lado meus problemas e minha vida em prol de problemas que eu nem mesma criei...
Mas voltando ao foco, ao grande X da questão, de algum modo esse relacionamento não vinga para um namoro, não vinga pra nada. E os monstrinhos chamam alguns amiguinhos para brincar: o choro, a decepção e algumas vezes a culpa vem de mão dada.
E se tem algumas coisas que eu aprendi a longo das minhas EQN's é que devemos saber a hora que o bom senso para de ser servido, e levantarmos da mesa.
A diferença é bem simples: na Experiencia de Quase Morte a pessoa tem uma amostra grátis do que é o outro lado, de tudo que a espera e, mesmo estando em terra, ainda assim ela tem a certeza que há algo mais.
Na Experiencia de Quase Namoro você sente todo o vislumbre de tudo que poderia ter sido, todas as emoções físicas e carnais e, ao contrário da EQM, a certeza é que não há mais nada esperando do outro lado!



2 comentários:

  1. Ameiiii esse texto! Já passei por isso durante um booom tempo, chamava de amor platônico ahhaa no início, a sensação é ótima, mas depois realmente vira um monstrinho indomável. Acho super válida essa frase de saber quando se levantar da mesa. Afinal, esses amores fazem bem até, mas temos que saber até quando vão nos fazer bem x)

    Beijos
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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