28 janeiro, 2015

#MissYou: As Flores de plástico não morrem


Levei um tempo considerável para poder postar. Eu não tinha muito o que dizer. Eu perdi minha avó.
Ela acabou falecendo, eu havia postado um comunicado (AQUIsobre os motivos do meu afastamento.

Penso que muitas pessoas não leem o blog mas me surpreendo com o aumento do numero de visualizações mesmo quando não posto nada. 
Minha Maria de Lourdes faleceu no CTI dia 23/12/2014, quando de morte cerebral e falência múltipla dos órgãos no horário de de visita, na minha frente. Não encare isto como um motivo de ostentar a morte dela ou glamorizar minha vitimes. Estou apenas tentando expor o que senti/sinto. Pois deixar algo guardado é um meio muito auto destrutivo.
Inúmeras vezes eu sentei em frente esta tela para poder escrever e a fechei por não saber como dizer ou como me expressar. 
Quem a conheceu pessoalmente sabe o quão guerreira ela foi, então não preciso expor a vida dela. Mas posso dizer que ela me deu a mim, me deu a advogada, me deu a racional, me deu a emocional e me deu a até a maluca beleza. Ouça Maria, Maria e saberá exatamente quem ela foi. E quem eu quero ser.

Minha Tattoo pra minha Maria
Entendo claramente como leiga que todos temos uma missão a cumprir no plano terreno, e ter a consciência disto as vezes é devastador. Você sabe que não é imune. Mas acredita por mera ignorância ser. Pensa que jamais aconteceria com você até que definitivamente acontece. Então qual é sua reação? Qual foi a minha? 
Se eu pudesse descrever o início de tudo, desde 11 de novembro, eu descreveria minha reação como um frio cortante que me envolveu numa solidão e escuro sufocantes. É como não respirar. Mas você vai pensar que é drama. E se te faz ser justo, espere até sentir o mesmo.
Eu jamais vou poder encarar a vida de outra forma. Mas eu não escolhi ser vítima. Eu morri tantas vezes, mas permaneço viva. Isso é uma etapa da vida. Encarar a morte.
A morte da minha avó, foi, de todos os demônios que já encarei o maior. De todos os pesadelos, o mais assustador. De todos os sentimentos, o mais atormentante. 

Flores que comprei junto com um passarinho para colocar no túmulo dela.
Eu conheço muito da dor do fracasso, da humilhação, de ser colocada pra baixo, de ser subestimada, criticada, das minhas fraquezas, e da acentuação constante da necessidade pela qual eu deva ser alguém e ser alguém forte. Conheço muito dos padrões do mundo e das cobranças doentias que recebo diariamente para me encaixar neles e conheço bastante o tentar ser e jamais ser. Tudo isso eu guardo em gavetas imaginárias e as empurro para dentro dentro de mim onde a chave é um sorriso. 
Mas eu não conhecia a perda. E a perda é expansiva, não cabe em caixas imaginárias e tem vida própria. Geralmente ela dorme de dia enquanto o luto fica ali prostrado, mas a noite ela sai para brincar com o luto e as lágrimas então como engavetar a perda?
Agradeço a todos que direta e indiretamente estiveram comigo nesse momento tão difícil.
Talvez agora eu faça jus ao nome do blog.

Minha foto favorita!!!!!

Eu sempre repito essa foto porque é minha favorita. E também porque como diz Ed Sheeran na musica Photograph:

"Nós mantemos este amor numa fotografia onde nós fizemos estas memórias para nós mesmos. Onde nossos olhos nunca fecham e nossos corações nunca estiveram partidos. E o tempo está congelado para sempre."

Beijos da Rainha ;*

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