#ExtraordinariamentePink: #paposerio
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#Relato: Minha Experiência Com A Paralisia Facial

Prepara a leitura que lá vem textão!
Demorei cerca de um ano e alguns meses para me recuperar física e emocionalmente de algo que de longe, foi o mais aterrorizador que já me aconteceu com minha saúde. E digo que as sequelas ainda são uma constante bem grande em minha vida.
Tudo começou quando em um maravilhoso dia de frio em junho de 2016, eu resolvi fazer uma escova definitiva no cabelo, isso as 19:00. Como acabou por volta das 22:30, o último ônibus que passaria na rua de baixo da minha casa era 23:00, o recurso foi sair do quente, muito quente do salão (secador, chapinha, aquecedor de ar) para o frio cortante que estava lá fora. Ainda precisei andar uns 10 minutos até o terminal onde apanharia o coletivo (Edit 1: Você quer @ ironia? 6 meses depois desse fato, comecei a namorar e meu namorado mora praticamente do lado do salão. E tem carro. Pesado destino, bem pesado.). Isso num sábado dia 25/07/2016. 
Domingo, fiquei o dia todo na cama, achei que havia pegado um resfriado e me senti extremamente mal. Segunda eu me senti melhor durante o dia, porém, a noite, sentada no computador, senti que meu rosto repuxava e formigava do lado esquerdo, todavia, acabei associando o ocorrido com as frutinhas de Goji Berry, já que estou em fase de emagrecimento, comecei a consumir naquele dia e não dei importância, achei que fosse apenas uma reação fisiológica das frutinhas e fui dormir.
Eis que terça de manha acordo com o rosto todo dormente, fala embolada e arrastada, dor de cabeça e o baque: o rosto completamente torto. 
Desesperada, fui com minha mãe procurar o pronto atendimento do SUS e confesso que jamais vi atenderem alguém tão rápido. Motivo da rapidez: pensaram que eu estava tendo um AVC e naquela circunstancia, eu mesma pensei nisso.
Passei por uma equipe de médicos e nenhum sabia ao certo o que estava acontecendo comigo, então, chamaram um neurologista e eu fui fazer uma bateria de exames. Finalizado os procedimentos, a conclusão é que eu havia sido acometida com a Paralisia Facial de Bell ou popularmente chamada de Paralisia Facial Periférica.
Antes de prosseguir, vamos entender um pouquinho do que é a Paralisia Facial:
Paralisia facial
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A paralisia facial é um distúrbio (paresia) ou uma paralisia total de todos, ou alguns, músculos da expressão facial. A paralisia facial pode ser classificada como central ou periférica.
A paralisia periférica é causada pela paralisia dos nervos faciais, com incapacidade de fechar o olho, e mover o lábio do lado afetado. Alguns dos sintomas iniciais, e mais frequentes da paralisia facial incluem a sensação de dormência ou fraqueza, sensação de pressão ou edema da hemiface afetada, alterações no paladar ou, até mesmo, abolição deste em certas regiões internas da cavidade bocal; intolerância a barulhos, olho ressecado e dores em torno do mesmo, assim como no ouvido do lado afetado. A paralisia facial, normalmente, é causada por um choque térmico, entre outros motivos.
Um dos medicamentos utilizados para o tratamento é o corticoide. Para mim que está em processo de emagrecimento, foi literalmente o fim: todo mundo sabe que esse medicamento engorda e retém um líquido imenso, além de ser de depósito (age no organismo mesmo após cessar o consumo) e eu tomei durante um ano inteirinho, 12 meses, 53 semanas, 365 dias, 8.760 horas, 525.600 minutos e mais uma infinidade de segundos. O resultado foi lindo: engordei 30 quilos, mesmo mantendo a dieta, porém precisei suspender as atividades físicas por recomendações médicas.
Os sintomas da paralisia facial são:
Boca torta, que é mais evidente quando o indivíduo sorri;
Boca seca;
Falta de expressão num dos lados da face;
Incapacidade de fechar completamente um dos olhos, de levantar uma das sobrancelhas e de franzir a testa;
Dor de cabeça;
Dor na mandíbula;
Aumento da sensibilidade do som num dos ouvidos.
Estes sintomas tendem a regredir em 3 semanas com  tratamento adequado.

Fotinha do meu segundo dia de paralisia. 
Mas engordar não foi o maior dos meus prolemas, e sim estar advogando e precisar fazer audiências com o rosto, a fala, o físico e o psicológico completamente abalados. Com toda fé e perseverança que reuni dentro e fora de mim, iniciei o tratamento e fui a luta. Eu sabia que não seria fácil, contudo, há momentos em nossas vidas que passamos por provações para aprendermos algum tipo de lição e comigo foi da forma mais assustadora: ter meu rosto, que é o cartão postal de qualquer pessoa, completamente desfigurado. E a causa foi estresse mais o lindíssimo frio.
Causas, diagnóstico e tratamento
A paralisia facial ocorre devido ao comprometimento dos nervos da face que deixa os músculos faciais paralisados. Ela pode ocorrer no trajeto do nervo facial ainda dentro do cérebro ou fora dele. Quando ocorre dentro é uma consequência do acidente vascular cerebral e quando ocorre fora é mais fácil de ser tratada e neste caso, a paralisia é chamada de paralisia facial de Bell.
Algumas das possíveis causas da paralisia facial de Bell são:
Alteração brusca de temperatura;
Estresse;
Traumatismo;
Infecção viral com herpes simplex; herpes zóster; Citomegalovírus ou outros;
Raramente pode ser consequência de outras doenças.
O diagnóstico da paralisia facial é feito através da observação do indivíduo e na maioria das vezes não é necessário realizar exames complementares. Contudo, para certificar-se de que se trata somente de uma paralisia facial pode-se recorrer à ressonância magnética.
O tratamento para para paralisia facial é feito com a toma de medicamentos como a Prednisona, uso de colírios, antivirais, fisioterapia e fonoaudiologia.
O uso de colírios ou de lágrimas artificiais é essencial para manter o olho afetado devidamente hidratado e diminuir o risco de lesões na córnea. Para dormir, deve-se aplicar uma pomada receitada pelo médico e usar uma proteção nos olhos como uma venda, por exemplo.
É importante que os exercícios de fisioterapia sejam realizados várias vezes ao dia, todos os dias, para potencializar o tratamento.
Os indivíduos que não tiverem remissão dos sintomas em até 3 semanas, poderão ficar com sequelas permanentes. O tempo de tratamento varia de 3 meses a 1 ano.
Achei que jamais voltaria a ter o rosto normal novamente
Achei que jamais iria ter o rosto normal novamente, ou algo perto de minimamente apresentável. Mas é uma questão de fé: em si mesmo, na medicina, na recuperação e em uma força superior que nos rege. Me apeguei a Nossa Senhora das Graças de uma tal maneira que hoje em dia ela vive completamente ocupada comigo e, após 3 meses, no 4º dia de novena, fui imensamente abençoada com os reflexos do meu rosto voltando a ser o que eram antes. 
Abaixo tem um videozinho com minhas evoluções e algumas fotos desses 3 meses:

Evolução das fotos ao longo de 3 meses de tratamento


Concluindo, foi uma experiência devastadora. Mas estou me recuperando dentro do esperado mesmo após um ano. Reaprender a falar, a comer e a beber líquidos foram apenas alguns dos desafios. Minha miopia aumentou escandalosamente, a fisioterapia é vitalicia e até hoje luto para tirar o cortisol do meu corpo e voltar a emagrecer. Porém, o importante é saúde sempre.

Recentemente. Ainda com sequelas como o tamanho de um olho em relação à outro e rosto inchado
Espero que meu relato possa ajudar a você que passa ou conhece alguém passando por isso. Se precisar de ajuda, basta chamar!


#Tag: Respondendo o Livro das Perguntas de Gregory Stock [Parte 2]

Há alguns dias um amigo me enviou pelo Facebook 100 perguntas que fazem parte do Livro das Perguntas do autor Gregory Stock e como só se tem disponíveis essas 100 questões, eu resolvi respondê-las em duas partes, confira agora a parte 2:
Leia AQUI a primeira parte.
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Um amigo faz uma brincadeira atingindo seus pontos fracos e coloca você em situação ridícula. Como você reage?
Chamo ele em um canto e digo a ele para não fazer mais isso, pois pega mal para ele e não para mim.

Até que ponto perdoa pessoas amigas que decepcionam você?
Até o ponto em que isso não trará nenhum prejuízo na minha vida.

Você controla um centro de pesquisas médicas e pode garantir que nos próximos quinze anos será descoberta a cura para qualquer doença à sua escolha. Só que, infelizmente, durante esse período seriam suspensas as pesquisas sobre outras doenças. Qual escolheria para ser curada.
Câncer. Sobre as outras doenças, o mundo está cheio de profissionais capacitados.

Você acrescentaria um ano à sua vida se, em troca, tivesse de tirar um ano de vida de alguém escolhido ao acaso no mundo? Faria diferença se lhe dissessem de quem seria a vida encurtada?
Não tenho intenção de ficar para semente.

Você tem coragem de fazer xixi na frente de outras pessoas?
Tenho sim.

Se, ao sair de casa pela manhã, você visse um passarinho com uma asa quebrada debatendo-se num arbusto, o que faria?
Se estivesse ao meu alcance, eu o retiraria de lá e daria todo possível para sua recuperação.

Imagine um novo veículo em que se possa viajar de um continente a outro de forma tão rápida e econômica quanto entre cidades próximas, infelizmente, a nossa descoberta causaria também a morte de 100 mil pessoas por ano. Você tentaria impedir sua utilização?
Claro que sim. Futilidade isso.

Se, em meados de 1800, você pudesse olhar para o futuro e ver que o automóvel iria causar 5 milhões de mortes no século seguinte, como teria se sentindo sobre esse novo invento? Existe alguma descoberta científica que seria melhor não acontecer? Neste caso, que áreas de pesquisa deveriam ser proibidas?
A culpa não é do automóvel, navio, avião ou seja lá o que for. A culpa é da mente humana e de sua imprudência. A fabricação desses não influenciam em nada na morte se por trás disso não houver um ser humano.

Você e a pessoa a quem ama são colocados em quartos separados, tendo um botão ao lado de cada um. Ambos morrerão a não ser que um de vocês aperte o botão nos próximos sessenta minutos. Só que o primeiro que apertar o botão salvará o outro, mas morrerá imediatamente. O que você faria?
Reforçando, não tenho intenção de ficar para semente. Eu apertaria o botão. 

Quando você conta um fato, geralmente exagera ou tenta embelezá-lo? Em caso positivo, por quê?
Geralmente tento embelezar. Isso que torna o entretenimento mais gostoso.

Você acha que o conselho de uma pessoa idosa deve ser levado a sério porque ela é mais experiente?
Claro que sim. Mas isso não quer dizer que você deva aplica-lo na sua vida.

Seus comentários e sugestões costumam ter muita influência sobre os outros? O que poderia fazer para que suas idéias tivessem mais impacto?
Realmente não sei. Nem se tem influência e nem o que fazer. Espero de coração poder ajudar alguém naquilo que o sufoca, mas só mesmo tempo não quero me responsabilizar pela vida de ninguém.

Se não doar um de seus rins para transplante, uma pessoa que você quer muito bem poderá morrer dentro de um mês. Há 50 por cento de chance de que você não sobreviva. Mas, se sobreviver, terá uma vida perfeitamente normal. Você faria a doação?
Sim. Sem sombra de dúvidas. Inclusive se minha avó aguentasse transplante antes de morrer, eu teria doado.

Arriscaria sua vida em beneficio de um conhecido, por obrigação ou por amor? Faria diferença se pudesse recusar, caso ninguém viesse a saber? E se a pessoa em perigo pedisse para você não se arriscar?
Por amor sim. Mas se a pessoa pedisse, eu respeitaria sua opinião.

Alguma vez a sua vida já mudou completamente por fatores externos e sem que você houvesse previsto? Até que ponto você acha que controla sua vida?
Sempre. E eu não tenho o mínimo de controle sobre isso. Sempre algum fator externo joga minha vida de cabeça pra baixo, mesmo quando eu planejo e executo meus objetivos. Esse é um dos motivos pelo qual deixei de ter expectativas.

Ficar pensando que controla seu próprio destino faz você se sentir com mais poder perante a vida?
Não controlo nem minha fome, imagina meu destino.

Um amigo seu está sempre atrasado para os encontros. Você se aborrece ou encara normalmente? Você é do tipo pontual?
Se é do feitio dele não há porque do aborrecimento. Eu sou pontual e odeio eaperar, mas certas coisas a gente releva.

Qual foi a última vez que gritou com alguém? Por quê? Depois você se arrependeu?
Eu sou uma pessoa muito calma. Não costumo gritar com alguém.

Você aceitaria ter pesadelos horríveis todas as noites, durante um ano, se como recompensa ficasse milionário?
Já tenho tanto a pesadelos de graça, se alguém me pagasse por isso seria ótimo.

Se, para deixar de ter insônias e um pesadelo por mês, tivesse que mudar de emprego ou reduzir seu salário em 25 por cento, você o faria? Existe alguma coisa pior do que um tenebroso pesadelo?
Ficar acordado é pior do que ter um pesadelo. E insônia não é tão ruim quanto reduzir 25% do meu salário.

Se durante cinco anos você pudesse ter, de graça, um desses serviços, qual escolheria: cozinheira, motorista, empregada doméstica, massagista ou secretária particular?
Nenhum desses me é útil.

Teria coragem de ir a um matadouro abater uma vaca? Você come carne?
Eu não como carne de vaca.

Gostaria de passar um mês absolutamente sozinho em um lugar de grande beleza natural? Teria comida e abrigo, mas não veria ninguém.
Filho, eu já passo minha vida inteira sozinha, o que seria um mês num lugar perfeito?

Depois de um exame de laboratório, seu médico telefona e diz que você tem um tipo raro de câncer e apenas poucos meses de vida. Cinco dias depois, ele informa que os exames de laboratório foram trocados e sua saúde está perfeita. Durante esses dias, porém, você teve de encarar a proximidade da morte. Certamente pôde refletir como nunca sobre seus valores e ter uma nova visão da vida. Você acha que isso valeu o sofrimento por que passou?
Eu não tenho medo da minha morte. Certamente isso não faria diferença pra mim nesse momento.

Em uma tarde muito quente, você passa no estacionamento de um shopping center e vê um cachorro trancado dentro de um carro. Percebe que ele está sofrendo muito por causa do calor. O que faria?
Entraria no shopping a procura do dono do cão. E se não encontrasse eu quebraria o vidro e levaria o cachorro pra casa.

Você se sente pouco à vontade quando vai a um restaurante ou no cinema sozinho? E ao sair de férias?
Me sinto pouco a vontade quando vou me encontrar com pessoas. Sozinha eu não tenho com o que me preocupar.

Se soubesse que dentro de um ano iria morrer de repente, você mudaria alguma coisa no seu modo de vida atual?
Não. Nenhuma coisa que eu fizesse adiaria a morte. Então pra que combater?

Por 20 mil dólares você aceitaria passar três meses sem tomar banho, escovar os dentes ou usar desodorante? Leve em conta que não poderia explicar o motivo a ninguém e nem deixar suas atividades normais durante esse período.
Claro que sim. Mas ai não mencionou usar lencinhos umedecidos.

Em um avião, você está batendo um papo agradável com uma pessoa estranha e nada atraente. De repente, ela lhe oferece 10 mil dólares por uma noite de sexo. Sabendo que não corre nenhum risco e que realmente receberá o dinheiro, você aceitaria?
Receber por uma coisa que normalmente faria de graça. Olha, se for contar a beleza dos caras que transei, eu realmente merecia receber por esse ato de bravura.

Já que tanta gente concorda em fazer sexo por dinheiro, por que há tanto preconceito contra a prostituição? Há grande diferença entre fazer sexo por dinheiro e fazer sexo na segurança de receber algum benefício futuro? A quantia paga altera a natureza da transação?
Acredito na minha concepção que sexo não é algo comercializável, embora muitas pessoas façam uso disso. Faz isso uma vez na vida é uma coisa, agora tornar isso um hábito não seria do meu feitio. Muitas pessoas fazem isso por ser uma maneira rápida e fácil de se obter dinheiro. Acredito que o motivo é a quantia são fatores que alteram e muito essa natureza.

Como reagiria se soubesse que mais pessoas estão dispostas a fazer sexo por dinheiro (pergunta 156) do que deixar de tomar banho? Um século atrás não seria assim. Você acha que nossa atitude mais permissiva em relação ao sexo é uma saudável conquista? O que dizer de nossa maior preocupação com a higiene pessoal? Qual a responsabilidade da propaganda nessas mudanças?
Eu acho que cada um faz o que quer da sua vida a partir do momento em que não prejudique em nada a saúde física e psicológica de outras pessoas. Aconteceu na minha família casos parecidos e que até hoje não consegui me recuperar.

Você prefere morrer tranquilamente entre seus entes queridos aos 50 anos, ou sofrendo sozinho aos 80? Considere que a maior parte de seus últimos trinta anos seriam bons. 
Tranquilamente aos 50. Que graça teria morrer e ninguém chorar por mim?

Se de repente você descobrisse que seu melhor amigo é traficante de drogas, o que faria?
O que ele faz ou não da vida dele não é da minha competência pessoal, continuaríamos amigos se isso não me afetasse em nada. E mesmo como advogada, eu não o defenderia. Escolhas causam consequências.

É fácil você aceitar ajuda quando precisa? Se precisar, você pede ajuda?
Não e não. Eu tenho um grave problema em me valer de minha auto piedade e achar que toda ajuda recebida é por pena e que não sou merecedora dela.

Vai haver um espetáculo beneficente. Alguém diz que doará uma grande importância em dinheiro, se você fizer um número no show. Você concordaria? Em caso positivo, o que apresentaria? Imagine que terá um público de cerca de mil pessoas.
Claro que sim. Adoraria cantar para mil pessoas.

Você concordaria em amputar um dedo de sua mão se isso lhe garantisse imunidade a todas as doenças graves?
Sim.

Você gostaria de ser famoso? De que forma?
Famoso, famoso não. Mas adoraria cantar em barezinhos e pubs.

Como você imagina seu enterro? É importante para você que as pessoas chorem sua morte?
Imagino algo sofisticado, se for olhar o aperto que passo na vida, pelo menos meu último adeus tem que ser um grande evento. E sim chorem muito. Agradecida.

Como gostaria de ser lembrado depois da morte? O que gostaria que fosse dito no enterro? Quem gostaria que falasse?
Gostaria de ser lembrada como a trouxa que a fodeu colocando as pessoas em primeiro lugar e sacrificando tudo por causa delas. Pra ter um impacto maior, adoraria Beyoncé cantando listen.

Qual das duas imposições você aceitaria mais facilmente: deixar o pais para sempre ou nunca sair do lugar de onde vive?
Deixar o país para sempre 

Você, seu melhor amigo e seu pai estão passando as férias juntos e atravessam uma floresta distante. Seus dois companheiros pisam em um ninho de cobras venenosas e são atacados. Você sabe que nenhum deles viverá sem a aplicação imediata de soro antiofídico. Mas só há uma dose e está em seu bolso. O que você faria?
Metade pra cada um e a certeza que tentei de tudo.

Numa escala de 1 a 10, onde 1 significa muito trabalho, luta e grandes realizações, e 10 significa conforto, paz de espírito e nenhuma realização, onde você se posiciona? Por quê? Que lugar ocupa agora?
Num 4. Ainda não estou onde queria, mas já sai do lugar.

Se pudesse escolher o sexo e a aparência física do bebê que vai nascer, você o faria?
Não. Tudo que eu esperaria seria uma criança saudável.

Você gostaria de ter um filho muito mais inteligente e atraente do que você? Que dificuldades isso provocaria? Quanto sofreria por ter um filho feio, bronco ou defeituoso? Para garantir um filho inteligente, bonito e saudável, você usaria um recurso médico seguro que alterasse geneticamente o desenvolvimento do embrião? Uma criança assim programada lhe daria a sensação de ser seu filho?
Vamos por etapas: todos desejamos o melhor para quem amamos independentemente se é ou não nosso filho. Um filho não seria menos filho por ser "feio" outros adjetivos acima citados. Há um limite para o que a medicina poderia ou não fazer para algum filho meu, e, mudar sua genética por estética está bem fora de contexto.

Você prefere disputar uma partida de qualquer jogo com um adversário mais forte ou mais fraco do que você? Faria diferença quem estivesse assistindo?
Preferia disputar com alguém que jogasse limpo de igual para igual. A platéia é indiferente para mim.

Existe algo que você sonha fazer há muito tempo? Por que ainda não fez?
Sim, cantar na noite. Eu não sei tocar nenhum instrumento, entendo muito pouco de piano para apresentar publicamente e ninguém nunca me deu um voto de confiança. Apesar de ter inúmeras pessoas que conheço que não cantam nada e estão ai sendo aclamadas.

O que é melhor: ter sonhos que nunca se realizarão ou não ter sonho algum? Sua vida seria bem melhor se o que sonha ter ou fazer se tornasse realidade?
Ter sonhos que nunca se realizarão. Sim, com certeza seria. Sonhos são os nossos paraísos particulares.

Se um disco voador aparecesse e os extraterrestres o convidassem para viver cinco anos em seu planeta, você iria? E se, ao invés disso, eles o forçassem a acompanhá-los, permitindo apenas que levasse um baú com tudo o que quisesse? O que você colocaria lá dentro?
Iria sim, com certeza. Prometo que sou domesticável, sou um amorzinho.

Você é abordado na rua por um estranho bem vestido. Ele diz que perdeu a carteira e lhe pede dinheiro para tomar um ônibus e dar um telefonema. O que você faria? E se fosse abordado por uma pessoa mal vestida que diz estar desempregada e com fome, agiria da mesma forma?
Em ambos os casos eu jamais deixaria de ajudar se tivesse condições para fazê-lo.

Num jogo você tem 50 por cento de chance de ganhar e, se ganhar, receberá dez vezes o que apostou. Quanto do que possui agora estaria disposto a arriscar?
Nesse momento eu não tenho nem vinte reais. Então apostar esse valor para ganhar dez vezes mais o risco seria mínimo.

Quais são seus maiores vícios? Você costuma tentar livrar-se deles?
Eu não tenho nenhum vício.

Você sabe que dentro de três meses morrerá de uma doença incurável. Permitiria que o congelassem se houvesse uma pequena possibilidade de reviver após mil anos e prolongar sua vida?
Gente, mas que fixação pela morte o autor desse livro tem, está certo que minha vida não é as mil maravilhas, mas a dele deve ser o fundo do poço. Não quero ser semente não, já disse e reforço.

Tarde da noite, você está dirigindo num bairro seguro, mas deserto. De repente um cachorro surge na frente de seu carro. Apesar de frear rapidamente, você o atropela. Pararia para verificar o estado do animal? Se parasse e visse que o cachorro está morto, mas tem uma coleira de identificação, entraria em contato com o dono?
Pararia sim, se estivesse vivo e eu negligenciasse isso eu seria eternamente culpada. Claro que ligaria, afinal, eu precisaria prestar alguma satisfação.

Qual sua maior ambição na vida? Realização, segurança, amor, poder, diversão, cultura ou o quê?
Amor. Meu sonho é sem sombra de dúvidas ser amada e poder viver e corresponder na mesma intensidade.


#Desabafo: Amamos Mais Objetos do que Pessoas


Talvez a razão pela qual as pessoas estão se apegando mais e mais a objetos se deve ao fato de elas serem facilmente descartadas. As pessoas estão cada vez amando mais coisas do que as próprias pessoas e isso talvez seja pelo fato de cada vez mais surgirem os amantes do dinheiro.
Esse tipo de pessoa tende a querer comprar tudo que está a seu redor; desde atenção até mesmo seres humanos, passando por cima de tudo e de todos para conseguirem o que quer: mais dinheiro e mais atenção, levando assim,  sermos descartados pelo amante do dinheiro.
Então no fim das contas é o apego à certos objetos que sustentam o dia, digo por experiência. Sou colecionadora de CD's, DVDs, revistas e pretendo ser de vinis e mais de uma série de quinquilharias.
Ainda há pessoas que dizem que colecionar tudo em que coleciono e amar incondicionalmente minhas coleções me fazem mal: em que?
Eles me suportam na bipolaridade, me consolam no coração partido e me apoiam quando sou descartada POR PESSOAS. 
Enquanto as pessoas forem descartáveis, vou amar cada vez mais meus objetos. Sem medo de ser feliz.


#PapoSério: Sobre Traumas e Fobias

Recentemente aconteceram alguns fatos que me obrigaram a refletir sobre tal assunto, traumas e fobias. E um dos principais fatos foi eu ter conhecido um rapaz e começarmos a namorar. Até ai tudo bem, mas a família dele começou a agir estranho e a interferir no nosso relacionamento (não diretamente, mas através de manipulação da mente desse rapaz, já que eu era a primeira namorada e era mais velha e também acima do peso. Mas vamos combinar ele também não é nenhum Brad Pitt) e as coisas foram ficando estranhas. 
Como eu já tinha experiências de relacionamentos anteriores, eu definitivamente sabia ou achava que sabia lidar bem com a indisponibilidade do rapaz, o fato de nunca sairmos juntos, eu nunca frequentar o círculo de amizade e as festas familiares dele ao passo que ele sempre estava presente em tudo que envolvia minha família e amigos. Mas, calmamente eu ia deixando para lá, afinal, entre nós não havia problemas e, enquanto isso não me afetasse diretamente, não havia nada a ser feito. Até porque eu escolhi ser paciente com ele pelo fato de ser uma experiência totalmente nova para ele.
Então eis que chega o pivô de toda separação de casal: o Carnaval. Mas ao contrário de ele ser o motivo, ele foi apenas o palco para o meu papel principal: o de trouxa.
Fui passar o dia com ele e a família num sítio e acabei sendo extremamente tratada com desdém e falta de educação. O famoso pouco caso mesmo. Fui ignorada e até falei sozinha com as paredes, eu fui realmente muito humilhada e desrespeitada pela família dele SEM NENHUM MOTIVO.
As pessoas que me conhecem e convivem diariamente comigo sabem o quanto eu sou transparente e o quanto eu procuro tratar todas as pessoas com o máximo de respeito e educação pois foi dessa maneira que eu fui criada e ensinada, essas foram minha base e princípios morais e, apesar de eu nunca encontrar muita gentileza mundo afora, eu jamais precisei ser submetida a humilhação (que eu aguentei calada pois sou uma pessoa de extrema classe e bom senso e não sou obrigada a fazer barraco por causa de ninguém) e não seria dessa vez que eu iria suportar isso, afinal, só podemos exigir das pessoas aquilo que elas têm e nem ele (que é um babaca, marica e escroto: que assistiu a tudo e nem se deu ao minimo trabalho de me chamar para ir pra casa, já que eu não dirijo) e muito menos a família dele não possuem educação.
Resumindo, depois de chorar dias a fio, não por ele mas de raiva pelo ocorrido, eu terminei com ele. Confesso que no início senti um pesar e um descontentamento, afinal, não tinha como negar que nós nos davamos bem, mas isso foi passando assim com o passar dos dias.
Foi então que recentemente fui a uma festa de aniversário da avó dos meus amigos (eu não sou uma pessoa da noite,  a não ser quando se refere a netflix) e, como a família dele me adora, eu fiz questão de comparecer, até porque 78 anos não é para qualquer pessoa e como eu gostaria que minha avó pudesse pelo menos ter chegado aos 65.
Durante a festa ocorreu tudo bem, mas sempre que eu precisava me apresentar para alguém, eu sentia um pavor, sentia um imenso calafrio e isso ocorreu ao longo das despedidas também. Foi quando eu me dei conta de que eu realmente estava com festofobia e apresentofobia (claro que esses termos não existem, mas foi o melhor jeito que eu encontrei para expressar que estava com um pavor imenso de ir a festar e mais medo ainda de me apresentar para as pessoas).
Eu não sabia o que de fato estava ocorrendo, mas eu nunca me senti tão destruída (pelo menos não no último mês) a ponto de ser um terrível esforço chegar para as pessoas que eu tinha certeza que jamais iriam me humilhar e dizer: Olá meu nome é Sara, muito prazer, pois isso me remetia a todos os sentimentos de desprezo que eu senti naquele dia.
Conclusão: mais uma paranóia de algo que só existe na MINHA cabeça para eu ter de lidar. Mas brincadeiras a parte, eu realmente me senti traumatizada e fragilizada mediante todos esses sentimentos e medo de ser novamente destratada (coisa que eu repito: jamais ocorrerá na família dos meus amigos), mas eu, como bom exemplo de força, perseverança e persistência que sou, engoli o choro da bad que estava bem no início da garganta, enfrentei o medo, abri um sorriso (pelo menos o máximo que eu consegui, já que estou enfrentando uma paralisia facial periférica -postarei em breve sobre) e agi naturalmente como se aquilo não me afetasse. 
Até agora não posso dizer o quanto estou sendo desconstruída e construída novamente por fatores alheios a minha vontade, mas posso dizer que o último ano foi complicado, mas o que é a vida além de superar obstáculos? Espero que em breve eu possa de fato superar mais esse e tomar definitivamente um rumo na minha vida através da tão sonhada paz de espírito que eu tanto almejo.


#PapoSério: Você é descartável?
Você tem algum tipo de utilidade? Quanto mais o tempo passa, mais descubro que as pessoas te jogam para escanteio quando não servem mais para elas ou quando não precisam mais de seus préstimos independente do seu lado da história. Mas onde está a novidade nisso? Está exatamente no fato de não saber que se é descartável.