26 julho, 2016

#PapoSério: Sobre Traumas e Fobias


Recentemente aconteceram alguns fatos que me obrigaram a refletir sobre tal assunto, traumas e fobias. E um dos principais fatos foi eu ter conhecido um rapaz e começarmos a namorar. Até ai tudo bem, mas a família dele começou a agir estranho e a interferir no nosso relacionamento (não diretamente, mas através de manipulação da mente desse rapaz, já que eu era a primeira namorada e era mais velha e também acima do peso. Mas vamos combinar ele também não é nenhum Brad Pitt) e as coisas foram ficando estranhas. 
Como eu já tinha experiências de relacionamentos anteriores, eu definitivamente sabia ou achava que sabia lidar bem com a indisponibilidade do rapaz, o fato de nunca sairmos juntos, eu nunca frequentar o círculo de amizade e as festas familiares dele ao passo que ele sempre estava presente em tudo que envolvia minha família e amigos. Mas, calmamente eu ia deixando para lá, afinal, entre nós não havia problemas e, enquanto isso não me afetasse diretamente, não havia nada a ser feito. Até porque eu escolhi ser paciente com ele pelo fato de ser uma experiência totalmente nova para ele.
Então eis que chega o pivô de toda separação de casal: o Carnaval. Mas ao contrário de ele ser o motivo, ele foi apenas o palco para o meu papel principal: o de trouxa.
Fui passar o dia com ele e a família num sítio e acabei sendo extremamente tratada com desdém e falta de educação. O famoso pouco caso mesmo. Fui ignorada e até falei sozinha com as paredes, eu fui realmente muito humilhada e desrespeitada pela família dele SEM NENHUM MOTIVO.
As pessoas que me conhecem e convivem diariamente comigo sabem o quanto eu sou transparente e o quanto eu procuro tratar todas as pessoas com o máximo de respeito e educação pois foi dessa maneira que eu fui criada e ensinada, essas foram minha base e princípios morais e, apesar de eu nunca encontrar muita gentileza mundo afora, eu jamais precisei ser submetida a humilhação (que eu aguentei calada pois sou uma pessoa de extrema classe e bom senso e não sou obrigada a fazer barraco por causa de ninguém) e não seria dessa vez que eu iria suportar isso, afinal, só podemos exigir das pessoas aquilo que elas têm e nem ele (que é um babaca, marica e escroto: que assistiu a tudo e nem se deu ao minimo trabalho de me chamar para ir pra casa, já que eu não dirijo) e muito menos a família dele não possuem educação.
Resumindo, depois de chorar dias a fio, não por ele mas de raiva pelo ocorrido, eu terminei com ele. Confesso que no início senti um pesar e um descontentamento, afinal, não tinha como negar que nós nos davamos bem, mas isso foi passando assim com o passar dos dias.
Foi então que recentemente fui a uma festa de aniversário da avó dos meus amigos (eu não sou uma pessoa da noite,  a não ser quando se refere a netflix) e, como a família dele me adora, eu fiz questão de comparecer, até porque 78 anos não é para qualquer pessoa e como eu gostaria que minha avó pudesse pelo menos ter chegado aos 65.
Durante a festa ocorreu tudo bem, mas sempre que eu precisava me apresentar para alguém, eu sentia um pavor, sentia um imenso calafrio e isso ocorreu ao longo das despedidas também. Foi quando eu me dei conta de que eu realmente estava com festofobia e apresentofobia (claro que esses termos não existem, mas foi o melhor jeito que eu encontrei para expressar que estava com um pavor imenso de ir a festar e mais medo ainda de me apresentar para as pessoas).
Eu não sabia o que de fato estava ocorrendo, mas eu nunca me senti tão destruída (pelo menos não no último mês) a ponto de ser um terrível esforço chegar para as pessoas que eu tinha certeza que jamais iriam me humilhar e dizer: Olá meu nome é Sara, muito prazer, pois isso me remetia a todos os sentimentos de desprezo que eu senti naquele dia.
Conclusão: mais uma paranóia de algo que só existe na MINHA cabeça para eu ter de lidar. Mas brincadeiras a parte, eu realmente me senti traumatizada e fragilizada mediante todos esses sentimentos e medo de ser novamente destratada (coisa que eu repito: jamais ocorrerá na família dos meus amigos), mas eu, como bom exemplo de força, perseverança e persistência que sou, engoli o choro da bad que estava bem no início da garganta, enfrentei o medo, abri um sorriso (pelo menos o máximo que eu consegui, já que estou enfrentando uma paralisia facial periférica -postarei em breve sobre) e agi naturalmente como se aquilo não me afetasse. 
Até agora não posso dizer o quanto estou sendo desconstruída e construída novamente por fatores alheios a minha vontade, mas posso dizer que o último ano foi complicado, mas o que é a vida além de superar obstáculos? Espero que em breve eu possa de fato superar mais esse e tomar definitivamente um rumo na minha vida através da tão sonhada paz de espírito que eu tanto almejo.


0 comentários:

Postar um comentário

Obrigada por visitar! ♥
Sua opinião é muito importante para mim, não deixe de comentar
e volte sempre ☻

Copyright © 2015 #ExtraordinariamentePink
| Distributed By Extraordinariamente Pink